BLOG

banner

NOTÍCIAS E NOVIDADES

blog image
Jan 20, 2020

O que é a tecnologia BIM e como aplicá-la em projetos de construção

A utilização da tecnologia BIM (sigla em inglês para Building Information Modeling) é cada vez mais presente no setor da construção civil, principalmente por sua capacidade de solucionar problemas enfrentados há muitos anos na indústria, como a gestão de projetos e a compatibilização entre eles.
No post de hoje, você vai aprender mais sobre o uso das tecnologias, como foco no BIM, e sua aplicação em projetos de construção. Confira!
Adoção de BIM e tecnologias para obra
Traduzida para o português, a Modelagem de Informação da Construção pretende especificar e unir as informações e os atributos dos projetos de uma construção de forma integrada e organizada. Isso permite criar, através de softwares baseados no BIM, um modelo 3D detalhado da obra, muito mais minucioso e próximo do resultado final do que os protótipos 2D ou mesmo modelos que só possuem meros dados visuais em 3D.
As inovações provindas da evolução gerada pela era digital auxiliam em diversos setores da construção civil. Com o uso de tecnologias, como o BIM, a etapa do planejamento e do projeto das obras se torna mais eficiente, assim problemas na execução e no pós-obra são evitados. Isso reduz os custos e agiliza a execução de uma obra, além de aumentar a qualidade das edificações.
Uma obra totalmente conectada é um dos maiores benefícios da adoção do TI (Tecnologia da Informação) no setor da construção civil. Assim todos os processos de uma obra ocorrem de maneira integrada, possibilitando a resolução de problemas de maneira ágil, otimizando o tempo de trabalho e acarretando em uma maior assertividade nas etapas.
 
O avanço do uso de tecnologias na construção civil
O setor da construção civil ainda não é adepto a tudo que as inovações tecnológicas tem a oferecer. Mas, aos poucos, com uma maior demanda por parte do mercado, os profissionais vêm adotando técnicas mais modernas e eficientes de construção. Afinal, é visível que com a implementação da tecnologia todas as etapas de uma obra são beneficiadas, desde a gestão de projetos até o pós-obra. 
O uso do BIM já é rotina em diversos lugares do mundo, e agora vem se tornando realidade em muitas empresas de construção no Brasil. Com tanta atenção voltada a ele, outras tecnologias também têm entrado no foco dessa indústria, abrindo espaço para mais novidades. Desse modo o setor da construção civil consegue acompanhar um mercado cada vez mais exigente por soluções tecnológicas para os problemas. 
Um dos grandes desafios da construção, a compatibilização de projetos, fica muito mais fácil de ser solucionado com o BIM, que reduz os erros corriqueiros. Problemas que aparecem quando unimos o projeto elétrico e o hidráulico, como tubulações e eletrodutos utilizando o mesmo espaço em alvenarias ou elementos estruturais, ou até passando por esquadrias. 
Esses e outros podem ser identificados e resolvidos rapidamente ainda na fase da elaboração dos projetos (ao invés de durante a obra) com a tecnologia e a integração. Quando há uma plena conectividade entre os envolvidos pelos diferentes projetos, é pouco provável que um problema passe despercebido, e quando isso acontece é possível resolvê-lo rapidamente. Isso evita retrabalhos, diminuindo os custos e o tempo da obra.
No entanto, é preciso ficar atento: o BIM não é um software, mas um novo conceito na elaboração de projetos de construção. Muitos ainda pensam que trata-se de uma ferramenta de modelagem em 3D, porém, o BIM é uma definição e uma forma de gestão da informação que aplica diferentes sistemas. É, portanto, a união da tecnologia dos softwares com uma gestão da informação eficiente e uma cultura de comunicação atuante no dia a dia.
O uso do BIM no levantamento de materiais e na orçamentação da construção
Um dos usos mais interessantes do BIM é a possibilidade de trabalhar com outros parâmetros além dos usuais, espessura, comprimento e altura, especificados em projetos 2D em plantas baixas e cortes. No BIM, você pode incluir dados no projeto como materiais, custos, fabricantes e outras propriedades que serão úteis para o processo de construção.
Dessa maneira, a quantificação de materiais passa a ser muito mais fácil. Ao invés de ter que lidar com gigantes planilhas manuais, a utilização do conceito BIM permite que as informações sejam extraídas de modo simples e possam ser atualizadas sem grandes dificuldades. Tendo em mãos uma informação mais precisa dos quantitativos torna o processo de construção menos suscetível à desperdício de materiais.
Assim, os profissionais envolvidos na obra (engenheiros, arquitetos, orçamentistas, entre outros) podem acessar e editar as informações simultaneamente, economizando tempo e evitando problemas de comunicação que acarretam em erros, desperdício e atraso nas obras.
Em um exemplo prático, uma mudança do material do piso ou do acabamento de uma alvenaria demandaria mais tempo nos sistemas antigos do que com o BIM. Isso dá mais liberdade para que diferentes materiais sejam testados, e as especificações durante a orçamentação passam a ser mais detalhadas, gerando maior confiabilidade e diminuindo os erros.
BIM e Clash Detection: análise de interferências
Outra grande possibilidade com o uso do BIM é o estudo de interferências entre os projetos de uma construção. Com a modelagem paramétrica do BIM, você pode ver em que lugares dois projetos sofrem interposição, algo que corriqueiramente seria descoberto e resolvido só durante a execução da obra. 
Muitas vezes chamada pelo nome em inglês (Clash Detection), essa avaliação é fundamental antes da edificação, na fase de concepção de projetos.
São vários os exemplos de situações em que o Clash Detection tem utilidade:
Em portas de banheiro que não abrem direito por causa do espaço mal projetado para a pia e o vaso sanitário;
No caso de eletrodutos, em projetos elétricos, ocupando o mesmo lugar onde deveria passar a tubulação hidráulica;
Em projetos estruturais com pilares que não aparecem no projeto arquitetônico.
É muito comum que, sem o BIM, esses erros sejam transmitidos de uma etapa para a outra. Quando o projeto arquitetônico não é feito compatibilizando o projeto estrutural e, posteriormente, o projeto hidráulico é realizado com base no arquitetônico, por exemplo, pilares ou vigas podem atrapalhar a execução do projeto hidráulico, criando um grande problema para o andamento da obra.
Infelizmente, mesmo com a tecnologia BIM, uma dificuldade ainda encontrada é dispor de todos os projetos de construção em tempo hábil para sua modelagem em 3D e análise. Já que muitas vezes os projetos são feitos por diferentes profissionais ou empresas.
O planejamento ganha força com uso de tecnologias
Além de um orçamento mais detalhado, graças a inovações como o BIM, o planejamento também apresenta melhorias. Com mais informações e detalhes minuciosos desde o princípio, é possível fazer um planejamento mais completo e próximo da realidade, prevendo inclusive como será o desempenho termoacústico e estrutural da edificação. 
Através da programação gráfica, já se pode alinhar o tempo de obra com o projeto. Isso viabiliza a visualização de como estará a edificação em determinado tempo. Esses novos dados, junto com a programação linear, fazem com que os recursos sejam melhor planejados e utilizados.
Além disso, com a aplicação de softwares que utilizam o conceito BIM, monitorar a qualidade da construção em suas diversas etapas se torna mais eficiente, já que muitos deles possibilitam em tempo real as informações contidas nos projetos. O armazenamento em nuvem permite que a visualização, edição e integração de todos os dados da obra sejam muito mais eficientes, já que podem ser acessados de qualquer lugar e por todos os profissionais envolvidos.
A união dos setores através do BIM
O BIM só funciona corretamente a partir da integração entre setores e seus profissionais. As empresas que resolverem adotar a tecnologia BIM precisam buscar a integração entre as diferentes fases do projeto. 
As construtoras que terceirizam projetos precisam se comunicar com as contratadas, já que, muitas vezes, projetos hidráulicos, elétricos e estruturais não são realizados pela mesma empresa que faz os arquitetônicos. O BIM permite essa integração das áreas ou setores de uma empresa facilmente. 
 

Leia Mais
blog image
Jan 20, 2020

Quais as vantagens do projeto estrutural para a construção?

O projeto estrutural é uma das partes mais importantes de qualquer obra, seja ela grande, pequena ou de médio porte. Afinal, ajudará o engenheiro a dispor de uma série de informações preliminares capazes de auxiliar até mesmo no valor a ser cobrado pelo projeto, além de contribuir para a economia de materiais e oferecer mais agilidade produtiva.
Quer entender como o projeto estrutural pode ser o diferencial das suas obras? Confira o nosso post!

O que é um projeto estrutural?
Em resumo, o projeto estrutural (também conhecido como cálculo estrutural) é definido pelo conjunto de informações a respeito do dimensionamento de toda estrutura que fará parte de uma edificação. Nesse sentido, --podemos incluir tudo referente a:
• vigas;
• lajes;
• estruturas metálicas;
• pilares;
• fundação;
• alvenaria estrutural.

Com isso, a ideia é que o projeto estrutural seja utilizado como um instrumento cujo objetivo é trazer mais segurança na condução da obra, economia no planejamento do orçamento e na própria resistência e durabilidade do empreendimento.
Sua importância se define pela precisão nos cálculos, capaz de evitar custos a mais e desnecessários para a conclusão da obra. Bem como erros de dimensionamento, que podem apresentar problemas em revestimentos ou mesmo no teto e paredes da estrutura.

Quais as vantagens que o projeto estrutural traz à obra?
Lendo o tópico acima, já deu para perceber que o projeto estrutural é uma etapa muito importante em qualquer obra, não é mesmo? Veja algumas vantagens de começar a usá-lo.

Garantia de segurança da edificação
É inegável que um projeto estrutural em mãos confere mais qualidade à obra — principalmente no que diz respeito à segurança da edificação e de todos os envolvidos. Afinal de contas, cada etapa é minuciosamente planejada, o que faz com que o trabalho flua em alinhamento com o cronograma e não de maneira apressada e descuidada. Sem falar que o cálculo correto dos dimensionamentos faz com que ocorram menos imprevistos e, consequentemente, torna o trabalho humano e do maquinário mais seguro.

Melhor ajuste e dimensionamento das estruturas
Como dissemos anteriormente, uma estrutura superdimensionada ou subdimensionada pode acarretar em problemas futuros e estruturais em uma edificação, como trincas nos revestimentos, no teto e nas paredes. Em uma proporção maior, isso pode ocasionar até mesmo desabamentos.
Já com o projeto estrutural, todo o cálculo é milimetricamente feito para que o encaixe seja perfeito. Assim, a estrutura se mostra mais robusta, sólida e durável.

Racionalização nos usos dos materiais
A redução de custos é uma preocupação contínua na área de construção civil. Isso porque, muitas vezes, é difícil manter o controle sobre tudo o que acontece nos canteiros de obras. Entre as dificuldades, podemos citar o cálculo da produtividade do maquinário, que gera despesas extras e problemas quando o cronograma não é seguido no decorrer dos trabalhos.
Por sua vez, o projeto estrutural delimita o uso de materiais de acordo com o que foi calculado para a conclusão da obra. Dessa maneira, o controle é mais rígido, há economia no uso de equipamentos e a produtividade é alinhada com os objetivos de cada etapa da obra.

Definição do melhor sistema estrutural
Uma das etapas do projeto estrutural consiste em definir o melhor sistema estrutural. Isso pode ser de suma importância para reduzir os custos da obra sem que se perca qualidade no processo produtivo. Afinal, o cálculo é feito com base na opção que vai oferecer mais durabilidade, resistência e segurança à edificação — qualidades que agregam muito valor à sua marca.

Futuras manutenções facilitadas
Um projeto bem planejado pode contar com facilidades que visam tornar as manutenções mais ágeis. Pois com tudo detalhado no papel e de maneira otimizada, a estrutura em si se torna mais fácil de compreender, de identificar e, com isso, torna-se mais fácil também lidar com as manutenções.
Isso sem falar que o projeto estrutural pode prever futuras ampliações. Um diferencial e tanto para que a obra se torne mais flexível e personalizada. Assim, a edificação pode ser modificada de maneira otimizada e econômica futuramente.

Facilidade de controle
Obras fora do controle são um sinônimo de caos na construção civil. Afinal de contas, todo o trabalho deve operar com a precisão mecânica de um relógio.
Cada engrenagem precisa estar alinhada com todos os elementos do dispositivo para gerar harmonia completa. Quando um elemento foge do planejado, atrasos ocorrem.
Com o projeto estrutural, tudo já foi previamente calculado e previsto. Assim, o controle é mais fácil de ser mantido e cobrado, sendo possível até mesmo antecipar os custos da obra, como o cálculo da hora/máquina dos equipamentos utilizados.

Técnica executiva simplificada
Imagine que montar um carro em miniatura, sem o seu manual de instruções, é uma tarefa muito mais desafiadora — para dizer o mínimo. O projeto estrutural atua como o guia de instruções por assim dizer, pois confere toda a técnica executiva que será aplicada.
Isso se traduz em uma produção mais harmônica, ágil e segura, além de reduzir significativamente a ocorrência de imprevistos (que são naturais em uma obra). O que nos leva à última vantagem do projeto estrutural para a construção.

Otimização da mão de obra
Não é apenas o maquinário que se beneficia de um projeto estrutural na obra. A mão de obra tem muito a ganhar também, pois passa a ser utilizada de maneira mais eficiente, sem gargalos produtivos, uma vez que toda a condução já está calculada e prevista.
Ou seja: com tudo o que vimos até aqui, é seguro definir que o projeto estrutural visa, acima de tudo, a economia em suas construções — mas acompanhada de diversas outras vantagens que podem agregar muito mais valor ao seu negócio.

O que preciso saber antes de começar o projeto estrutural?
Antes de dar início ao projeto estrutural, contudo, é muito importante que o profissional faça um bom levantamento de várias informações que ajudarão na elaboração e na condução do projeto. Veja as mais importantes.

Projeto arquitetônico
Não existe como pensar em um projeto estrutural sem que antes exista um projeto arquitetônico. Porém, aqui vale uma ressalva importante. Afinal, muitas vezes, o projetista estrutural acaba recebendo do arquiteto apenas o projeto já aprovado na Prefeitura. Isso significa que esse documento já passou por várias modificações – e nem o cliente, nem o arquiteto desejam que novas mudanças sejam realizadas, dificultando na hora de fazer as adaptações estruturais.
Por isso, é muito importante que o responsável pelo projeto estrutural comece a trabalhar logo cedo, inclusive enquanto o projeto arquitetônico está sendo desenvolvido, oferecendo uma solução estrutural de acordo com as ideias do arquiteto e do cliente e poupando trabalho, dor de cabeça e refação.

Sondagem do terreno
O laudo de sondagem do terreno está diretamente relacionado à segurança da obra – e deve ser feito mesmo em projetos de pequeno porte. Além disso, esse documento ajuda muito a economizar, já que evita incertezas quanto ao dimensionamento.
Se, mesmo assim, o cliente não quiser realizar a sondagem, converse com ele e mostre casos reais de como essa “economia” na verdade poderá custar bem caro em longo prazo.

Levantamento topográfico
Normalmente não precisa ser realizado em todas as obras, apenas naquelas nas quais o terreno é acidentado. Nesses casos, o estudo será usado para definir as estruturas de contenção necessárias e as cotas das fundações. O profissional poderá visitar pessoalmente o terreno ou solicitar fotos para o cliente, analisando se existe ou não a necessidade do levantamento.

Edificações vizinhas
Se existem construções adjacentes, é fundamental que o profissional conheça as condições e as construções dessas obras antes de fazer o seu projeto estrutural. Isso é muito importante em várias situações. Por exemplo, pode ser que a sua obra envolva escavações – e essa ação poderá modificar o equilíbrio das fundações vizinhas, provocando danos nas casas adjacentes.
Além do prejuízo financeiro, não se atentar a isso ainda pode colocar em risco a vida das pessoas que residem no entorno. O melhor a fazer para evitar toda essa dor de cabeça é proceder uma inspeção prévia e se for possível solicitar os projetos executivos das obras próximas.

Macroambiente da obra
A norma NBR 6118 exige que o engenheiro defina a classe de agressividade ambiental da construção, avaliando o risco de deterioração da estrutura, considerando os aspectos geográficos e ambientais.
Assim, é preciso definir se a sua obra será realizada em ambiente urbano, rural, industrial ou marinho, lembrando que cada macroambiente pode influenciar na definição de outros parâmetros do seu projeto estrutural, por exemplo na durabilidade da estrutura.

Planejamento da execução da obra
A execução da obra interfere diretamente no projeto estrutural. Por exemplo, saber de antemão se a laje será concretada a cada 28 ou 7 dias interfere diretamente na capacidade da laje em resistir aos carregamentos dos pavimentos superiores. Isso faz com que você tenha de planejar sistemas de escoramento para resistir aos esforços da obra naquela fase.
Se você não conhece esse cronograma, pode realizar um projeto estrutural falho, comprometendo a segurança e a durabilidade da obra. Por isso, sempre solicite o plano de execução ou converse com o responsável pela obra.

Preferências do cliente
Conversar com o cliente é indispensável em qualquer fase da obra, e no projeto estrutural isso não é diferente. Afinal, ele poderá optar por determinada solução técnica ao invés de outra que você tinha pensado, por exemplo considerando modificações no layout ou até preferências pessoais. Lembre-se que a obra é do cliente e por isso é importante conhecer as expectativas dele antes de realizar o projeto estrutural.

Definição do sistema estrutural
É a partir da coleta de informações como: sondagem do terreno, obras vizinhas, disponibilidade de material e de mão de obra, entre outras, que o engenheiro poderá definir o sistema estrutural mais indicado em parceria com o arquiteto. Os mais usados são:
• alvenaria estrutural;
• concreto armado;
• estrutura metálica;
• parede de concreto;
• concreto protendido.

Após esta fase, será realizado o cálculo da estrutura, considerando processos de análise estrutural, técnicas, softwares e normas específicas para cada sistema estrutural.
Depois de todas essas fases cumpridas, será possível entregar o projeto final ao cliente e ao arquiteto. Ao entregar um projeto estrutural é importante que ele seja acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) que ratifica, legalmente, a responsabilidade do engenheiro civil pela estrutura desenvolvida.
Em alguns casos, o projeto estrutural ainda poderá ser acompanhado do memorial descritivo, da memória de cálculo e da planilha de quantidades. E também pode ser acordado que o engenheiro responsável fará visitas regulares durante a execução da obra.
Como você viu, o projeto estrutural é extremamente importante em qualquer tipo de obra, capaz de trazer mais segurança às edificações e também economia de recursos (tanto materiais, como humanos).
Você gostou deste conteúdo? Aproveite e curta a nossa página no Facebook para receber outras dicas bacanas como esta!

Leia Mais
blog image
Jan 20, 2020

Fundação na Construção Civil

CONHEÇA OS TIPOS DE FUNDAÇÕES DE UMA CONSTRUÇÃO
A fundação é a estrutura responsável por absorver todas as cargas emitidas pela edificação e distribuí-las ao solo
Para que qualquer obra permaneça no lugar, sem rupturas e sem sofrer instabilidade é preciso de um alicerce. E esse é, basicamente, o papel das fundações: estruturas responsáveis por transmitir as cargas das construções ao solo e, por isso, devem ter resistência adequada para suportar todas as tensões. Existem diferentes tipos de fundações.
Para que essa estrutura realmente seja eficaz, o solo precisa ter resistência e rigidez adequadas para não sofrer rupturas ou deformações que comprometam a construção.
Assim, para escolher o tipo de fundação é preciso saber quais serão os esforços sobre a edificação, as características do solo e dos elementos que formam as fundações. Basicamente há dois tipos de fundações: as superficiais (rasas ou diretas) e as profundas, definidas pela ABNT NBR 6122/2010.
Conheça os tipos de fundações:
Fundações superficiais
Elementos de fundação em que a carga é transmitida ao terreno, predominantemente pelas pressões distribuídas sob a base da fundação. A profundidade de escavação é inferior a 3 metros e são utilizadas em cargas leves, como residências, ou no caso de solo firme. Incluem-se neste tipo de fundação: sapatas (corrida ou associada), bloco, radier e viga de fundação.
Sapata: elemento de concreto armado, geralmente quadrada, retangular ou trapezoidal, dimensionado de modo que as tensões nele produzidas sejam resistidas pela armadura, não pelo concreto. A sapata corrida recebe a carga distribuída linearmente. A sapata associada recebe vários pilares, cujos centros não estão no mesmo alinhamento.
Bloco de fundação: elemento com base quadrada ou retangular com elevação que se assemelha a um pedestal e absorve a carga, distribuindo-a sem a necessidade de armadura.
Radier: Semelhante a uma placa que abrange toda a área da construção, recebendo toda a carga e distribuindo-a no terreno.
Viga de fundação: elemento comum a vários pilares, cujos centros estão no mesmo alinhamento.
Fundações profundas
São elementos que transmitem a carga ao terreno pela base, pela superfície lateral ou por uma combinação das duas. São utilizadas em casos de grandes projetos, como edifícios altos, nos quais os esforços do vento se tornam consideráveis e nos casos em que o solo só atinge a resistência suficiente em grandes profundidades, superior a 3 metros – salvo exceções. Os tipos mais comuns são as estacas, tubulões e caixões.
Estacas: Elemento executado inteiramente por equipamentos ou ferramentas, sem que, em qualquer fase de sua execução, haja descida de operário. As estacas têm grandes comprimentos e seções transversais pequenas, podem ser de madeira, aço, concreto pré-moldado, concreto moldado in loco ou mistos.
Tubulões: Elemento de fundação profunda, cilíndrico, em que, pelo menos na sua etapa final, há descida de operário. Pode ser feito a céu aberto ou sob ar comprimido (pneumático) e ter ou não base alargada. Pode ser de aço ou concreto, com ou sem revestimento.
Caixões: Elemento de forma prismática, concretado na superfície e instalado por escavação interna, podendo usar ar comprimido; sua base pode ser alargada ou não.
Importância do concreto
Além de escolher entre os tipos de fundações, é preciso se preocupar com o concreto. Concreto é uma mistura de cimento, areia, brita e água que, após uma reação química, endurece e se transforma em um material muito resistente. Ele pode ser feito na obra, “virado na obra” ou comprado pronto do caminhão betoneira e é muito importante certificar-se de sua qualidade.
No caso do concreto virado em obra, um dos pontos cruciais da sua qualidade final é o cimento utilizado, que deve ser adequado às aplicações. No caso de fundações, é imprescindível contar com um cimento com alta resistência, solidez e secagem ultrarrápida. Por isso, a Votorantim Cimento tem o cimento Obras Estruturais, específico para fundações, pilares, vigas e lajes.
Outro ponto importante é a quantidade de cada um dos elementos (cimento, areia, pedra e água), o traço. Para fundações, o traço correto é:  1 saco de cimento Obras Estruturais de 50 kg, 5 latas de areia, 6 latas e meia de brita e 1 lata e meia de água; o rendimento será de 9 latas ou 0,16 m³ de concreto. Com materiais de construção de qualidade, boa execução do serviço e profissionais capacitados, o sucesso da obra está garantido.

Leia Mais
Site Seguro